Análise: direita não aproveitou insatisfação com Lula para impulsionar rival elegível, avalia diretor da Quaest
Lula e Bolsonaro empatam dentro de margem de erro em eventual 2º turno na eleição presidencial de 2026; Presidente tem 44% das intenções de voto, e ex-pres...

Lula e Bolsonaro empatam dentro de margem de erro em eventual 2º turno na eleição presidencial de 2026; Presidente tem 44% das intenções de voto, e ex-presidente, 40%. Quaest: Para 62%, Lula não deve se candidatar em 2026 A oposição ao governo do presidente Lula (PT) não conseguiu traduzir em intenções de voto a insatisfação popular com a gestão, segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes. Na quarta-feira (2), a Quaest divulgou uma pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, que mostrou que a desaprovação de Lula cresceu e chegou ao pior índice desde o início do mandato, com 56%. Nesta quinta (3), a Quaest divulgou uma pesquisa de intenção de voto para 2026 na qual simulou 7 cenários de 2º turno de disputa de Lula contra possíveis substitutos de Jair Bolsonaro (PL): governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o governador de MG, Romeu Zema (Novo), o governador de GO, Ronaldo Caiado (União), o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), o empresário Pablo Marçal (PRTB) – em fevereiro, a Justiça Eleitoral o tornou inelegível, mas o processo ainda não terminou – e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Lula venceria todos eles, aponta a Quaest. LEIA MAIS Lula e Bolsonaro empatam, e presidente vence outros 7 candidatos em cenários de 2º turno em 2026, aponta Quaest Lula candidato é tão rejeitado quanto Bolsonaro, aponta Quaest Tarcísio, Michelle e Marçal empatam como alternativas da direita a Bolsonaro em 2026, aponta Quaest Quaest: 62% são contra Lula se candidatar à reeleição em 2026; 35%, a favor Daniela Lima: estou me preparando para ser candidato em 2026, diz Lula a senadores O único a ter desempenho semelhante ao do presidente é Bolsonaro, que empata tecnicamente com Lula dentro da margem de erro. O ex-presidente, entretanto, está inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral. "Nas simulações de 2º turno contra qualquer candidato, há entre 14% e 18% que desaprovam o governo, mas comparando com outro candidato, ainda preferem Lula. E há entre 17% e 32%, dependendo da simulação, que preferem não votar em ninguém. Ou seja, nem toda desaprovação ao governo se transforma em voto em algum adversário, acaba virando alienação eleitoral", afirma Nunes. O diretor da Quaest ressalta que, desde o último levantamento, alguns possíveis substitutos de Bolsonaro conseguiram reduzir a distância para Lula, mas as variações que tiveram foram pequenas. Tarcísio saiu de 34% para 37%, uma variação dentro da margem de erro, e Lula ficou estável em 43%. Zema foi de 28% para 31%, também dentro da margem de erro, e Lula ficou em 43%, uma oscilação de 2 pontos para baixo. Caiado passou de 26% para 30%, variação no limite da margem de erro, enquanto Lula oscilou para baixo, também dentro da margem, passando de 45% para 44%. Eduardo Bolsonaro se manteve em 34%, mas Lula oscilou dentro da margem de erro para cima, passando de 44% para 45%. “As mudanças no cenário ao longo dos meses ainda são marginais", diz Nunes. Candidatos anti-petistas começam com 30% Nunes destaca que qualquer candidato contra o Lula parte de um piso de 30%. Esse é o percentual de eleitores que se declararam antipetistas na pesquisa Quaest divulgada nesta quinta (3). "Por isso mesmo os candidatos desconhecidos por 60% [casos de tal e tal] tem pelo menos 30% em um eventual 2º turno contra Lula", afirma.