PL dá tiro no pé ao travar resposta do Congresso às tarifas de Trump
Partido decidiu travar pauta para cobrar o avanço do projeto de anistia de Bolsonaro e condenados pelo 8 de janeiro. Câmara aprovou a lei da reciprocidade no ...

Partido decidiu travar pauta para cobrar o avanço do projeto de anistia de Bolsonaro e condenados pelo 8 de janeiro. Câmara aprovou a lei da reciprocidade no começo da noite desta quarta-feira (2). O Partido Liberal (PL), partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, está dando um grande tiro no pé ao decidir travar a votação que define uma resposta do Congresso brasileiro às tarifas anunciadas pelo governo de Donald Trump, dos Estados Unidos. O americano anunciou taxa de 10% aos produtos do Brasil e taxas para mais 184 países (veja a lista completa). A bancada decidiu travar as votações na Câmara dos Deputados até que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), decida colocar em votação o projeto de lei que concede anistia aos condenados do 8 de Janeiro - e também a Jair Bolsonaro e outros aliados, réus por tentativa de golpe de estado. No começo da noite desta quarta-feira (2), a Câmara dos Deputados aprovou, em voto simbólico, a lei de reciprocidade em resposta ao tarifaço de Trump. O governo brasileiro se manifestou, dizendo que as tarifas impostas "viola compromissos dos EUA com o comércio mundial". Deputados ouvidos pelo blog apontam que um preço será cobrado do PL lá na frente se o partido mantiver a decisão de manter a obstrução de todas as pautas em prol da anistia, enquanto deixa de ajudar a bancada ruralista. Os produtores brasileiros estão entre os mais afetados pelas taxas anunciadas por Trump. Café, carnes, sucos, madeira, açúcar e álcool estão entre os mais impactados. Segundo um parlamentar, que é bolsonarista e defensor da pauta da anistia, o partido de Bolsonaro toma uma atitude "irresponsável". Esta pessoa afirma que a sensação é de que o PL não poderia deixar a bancada ruralista em segundo plano e a anistia, em primeiro. Guga Chacra: Brasil não está entre os principais alvos do 'tarifaço' de Trump