Senadores e aliados sugerem, em jantar, que Lula recrie Ministério da Segurança Pública
Pesquisa Quaest divulgada nesta semana mostrou que violência se tornou preocupação prioritária dos brasileiros. Pasta teria a função de reforçar combate ...

Pesquisa Quaest divulgada nesta semana mostrou que violência se tornou preocupação prioritária dos brasileiros. Pasta teria a função de reforçar combate ao crime organizado. A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) confirmou que a violência é, atualmente e com larga vantagem, a maior preocupação dos brasileiros. Diante dessa constatação, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltaram a defender a criação de um Ministério da Segurança Pública para enfrentar diretamente o tema e combater o crime organizado de forma mais ostensiva. Segundo esses aliados, não basta propor uma PEC da Segurança Pública. É preciso adotar medidas imediatas para reduzir a sensação de insegurança da população. A proposta de criar o ministério foi apresentada a Lula durante o jantar desta quarta-feira (2) na residência oficial do Senado, organizado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo presentes, vários senadores fizeram a sugestão ao presidente como uma forma de combater o crime organizado no Brasil. Pesquisa Quaest: violência é a maior preocupação dos brasileiros Penas mais rigorosas e mensagens com alertas: as apostas do governo contra roubos e furtos de celulares Interlocutores de Lula elogiam o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, mas avaliam que ele não tem o perfil ideal neste momento para ser o responsável pela área de segurança do governo federal. “O ministro Lewandowski é um quadro excepcional, um sábio, está correto ao propor a PEC da Segurança Pública, mas o momento demanda alguém com um perfil mais combativo, para organizar um combate imediato e ostensivo ao crime organizado”, avalia um interlocutor de Lula. Lula e Lewandowski Adriano Machado Esses interlocutores prometem falar com Lula sobre o tema – e lembram que, hoje, a violência está acima das preocupações dos brasileiros em relação à economia, saúde e educação. A ideia é voltar a dividir o ministério em dois, como na época do ex-presidente Temer. "O Flavio Dino tinha o perfil para comandar a política de segurança, o seu segundo, Ricardo Capelli, também, mas o estilo do Lewandowski é outro, ele deveria ficar só com o Ministério da Justiça", aconselha um aliado do presidente Lula. Segundo esses interlocutores, a PEC da Segurança Pública, defendida pelo ministro da Justiça, está no caminho certo. Mas seus efeitos vão demorar, e sua aprovação mais ainda. Por isso, a avaliação é que o governo precisava ter um ministro da Segurança Pública que coloque a Polícia Federal, neste momento, para combater o crime organizado como proridade, em conjunto com o Coaf, na busca de asfixiar financeiramente organizações criminosas do país.