A Prefeitura de São Bernardo participou na tarde de segunda-feira (8/6) do 1º Simpósio de Mudanças Climáticas organizado pela subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do município, no qual a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal (SEMAS) da cidade apresentou os principais avanços do Centro Municipal de Emergências Climáticas (CMEC). Criado em 2025 pela gestão do prefeito Marcelo Lima, o órgão teve como destaque no evento a recente conclusão do processo de elaboração dos protocolos de resposta para registros de ventos intensos, chuvas intensas e riscos associados a altas temperaturas.
Com as diretrizes para esses três tipos de cenários, o CMEC de São Bernardo chega a sete protocolos de resposta a eventos climáticos extremos, quatro dos quais foram concluídos em 2025, inclusive com validação das outras secretarias que integram o órgão: Baixas Temperaturas, Incêndios Florestais, Poluição Atmosférica e Escassez Hídrica.
Com os novos documentos, que seguem para a fase de validação final junto às secretarias municipais envolvidas no processo, o CMEC consolida a entrega do conjunto de protocolos de resposta previstos em seu planejamento. Isso significa fortalecer, a partir de agora, a capacidade do município de atuar de forma coordenada, preventiva e baseada em dados diante de diferentes tipos de eventos climáticos extremos.
Realizado na sede da subseção de São Bernardo da OAB, o encontro reuniu representantes do campo jurídico, ambiental, acadêmico e da gestão pública para debater os desafios da emergência climática e suas implicações para as cidades. O foco central do simpósio tratou da prevenção de riscos, proteção da população e construção de respostas institucionais diante de eventos climáticos extremos, alinhado à iniciativa da Prefeitura em criar o CMEC, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente.
A apresentação do trabalho realizado pelo CMEC, feita pelo diretor da seção de Mudanças Climáticas e Sustentabilidade da SEMAS, Marcio Kontopp, também destacou que os protocolos representam instrumento prático de organização da resposta pública, definindo fluxos de monitoramento, comunicação, mobilização institucional, atuação operacional e avaliação pós-eventos. A lógica adotada pelo CMEC parte do entendimento de que os riscos climáticos exigem articulação entre secretarias, definição prévia de responsabilidades e capacidade de antecipação.
“A conclusão desta etapa marca avanço importante na estruturação da política climática municipal, especialmente por transformar o diagnóstico da emergência climática em procedimentos concretos de atuação do poder público”, pontuou Marcio. Outro ponto central da apresentação foi o início das ações dos Grupos de Trabalho do Fórum Social de Mudanças Climáticas, espaço de participação da sociedade civil vinculado à agenda climática do município, criado também em 2025.
NOVA FASE - A atuação dos GTs representa nova fase do Fórum, voltada à escuta qualificada, ao debate temático e à construção coletiva de propostas. Com isso, São Bernardo amplia a dimensão participativa da governança climática, aproximando poder público, sociedade civil, especialistas, organizações e cidadãos interessados na construção de soluções para adaptação, mitigação, resiliência, educação ambiental e transição ecológica.
A participação da Prefeitura de São Bernardo no simpósio reforçou a importância da cooperação institucional para o enfrentamento da crise climática. Ao dialogar com a OAB e com especialistas de diferentes áreas, a gestão do prefeito Marcelo Lima reafirma que a agenda climática exige respostas técnicas, jurídicas, sociais e políticas articuladas, capazes de proteger vidas, reduzir vulnerabilidades e preparar a cidade para eventos extremos cada vez mais frequentes.
Segundo Ronaldo Perrucci, secretário de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal da cidade, “a entrega dos protocolos de resposta pelo CMEC representa um passo importante para que São Bernardo deixe de atuar apenas de forma reativa diante dos eventos climáticos extremos” e avance para uma lógica que envolve prevenção e antecipação. “Ao mesmo tempo, o início dos Grupos de Trabalho do Fórum Social mostra que a política climática municipal não se constrói apenas dentro da administração pública, mas no diálogo com a sociedade, com especialistas e com os diferentes setores que vivem e conhecem o território”, comentou.
Com a conclusão dos protocolos e o início das atividades dos GTs do Fórum Social, São Bernardo avança na consolidação de uma política climática local estruturada em dois eixos complementares: de um lado, a organização institucional da resposta pública aos eventos extremos; de outro, a ampliação da participação social e da conscientização climática. A presença da Prefeitura no 1º Simpósio de Mudanças Climáticas reafirma esse compromisso e fortalece a inserção do município no debate público sobre adaptação, resiliência e governança climática em relação a eventos extremos.
Fotos: Brenner Oliveira/PMSBC